CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 1679
No caso de bens adquiridos pelo trabalho conjunto, terá cada um dos cônjuges uma quota igual no condomínio ou no crédito por aquele modo estabelecido.

 
 
 
Resumo Jurídico

Doação por Morte: O Que Acontece com o Patrimônio Após o Falecimento do Doador?

Este artigo trata de uma modalidade específica de doação, conhecida como doação por morte ou doação mortis causa. Essa doação se diferencia das doações comuns por ter seus efeitos condicionados ao falecimento do doador.

Em essência, o artigo 1679 estabelece que a doação por morte só terá validade se feita em testamento.

Vamos entender o que isso significa de forma clara:

  • O que é doação mortis causa? É um ato pelo qual alguém decide transferir bens para outra pessoa (o donatário), mas essa transferência só se concretizará após a sua morte. O doador, em vida, mantém a posse e a propriedade dos bens, podendo dispor deles livremente.

  • Por que a necessidade de testamento? A lei exige que a doação mortis causa seja realizada por meio de testamento para garantir a segurança jurídica e proteger os herdeiros legítimos. O testamento é um documento formal, com regras específicas para sua elaboração e registro, que assegura que a vontade do doador seja expressa de forma clara e inquestionável.

  • O que acontece se não for feita por testamento? Se uma doação por morte não for formalizada em testamento, ela será considerada inválida e sem efeito. Isso significa que os bens que o doador pretendia transferir permanecerão em seu patrimônio e serão distribuídos de acordo com as regras da sucessão hereditária (seja ela testamentária ou legítima).

  • Diferença para a doação em vida: É fundamental não confundir a doação mortis causa com a doação feita em vida. Na doação em vida, a transferência da propriedade ocorre no momento em que o ato é realizado (ou após o cumprimento de suas formalidades), e o donatário já se torna proprietário dos bens. Na doação mortis causa, a transferência só acontece após a morte do doador, e até lá, ele pode dispor dos bens como quiser.

Em resumo:

O artigo 1679 do Código Civil é categórico ao determinar que a única forma legal de realizar uma doação cujos efeitos dependem da morte do doador é através de um testamento. Qualquer outra tentativa de doação com essa característica, sem a devida formalidade testamentária, será nula e sem valor jurídico. Essa regra visa proteger o patrimônio do doador durante sua vida e garantir que a transmissão de bens após seu falecimento ocorra de maneira organizada e legal, respeitando os direitos sucessórios.